À noite, ele saía vasculhando as estantes da bibliotece, puxando livros a esmo daquelas milhares de estantes e lendo-os feito um doido. Pensar naquelas estantes intermináveis repletas de livros deixavapo ensandecido – quanto mais lia, mais inumeráveis pareciam ser aquelas que jamais conseguiria ler.

Lia insanamente, às centenas, aos milhares, às dezenas de milhares. A idéia (ele pensava) de que outros livros estavam aguardando por ele atormentava-lhe o coração. Imaginava-se rasgando as entranhas de um livro como se estripa um frango.

Thomas Wolfe, em Of time and the river [citado por Matthew Battles em A conturbada história das bibliotecas, publicado pela Planeta]

quem curte ler certamente conhece esse tipo de angústia…

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments