“(…) Penso às vezes: ‘Que é o inferno?‘ Costumo defini-lo como ‘o sofrimento de não poder mais amar‘. Uma vez, no infinito do espaço e do tempo, a um ser espiritual em sua estada na terra, foi dada a possibilidade de dizer: ‘Eu sou e eu amo‘. Em uma única ocasião lhe foi concedido um momento de amor ativo e vivo. (…) Fala-se do fogo do inferno no sentido literal, temo investigar esse mistério, mas penso que, mesmo se essas chamas tivessem existência material, os condenados apenas se alegrariam, pois os tormentos físicos fariam com que eles esquecessem, ao menos por um instante, a sua horrível tortura moral.”

Dostoievski em Os Irmãos Karamazóvi

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