Acabo de ler o livro “A Cabana” e sei que muita gente está lendo ou por indicação ou curiosidade vai terminar lendo. Um Pastor me recomendou e minha filha Lea me levou a lê-lo com urgência. Trata-se da historia de Mack, como perdeu sua filha pequena em um acampamento de verão, e 4 anos depois recebeu um bilhete misterioso de alquem que queria encontra-lo na mesma cabana do acampamento, assinado por Papai (Deus).

A história se deselvolve no encontro de Mack com a Trindade, suas muitas questões e as respostas estonteantes que Eles lhe deram. Para quem tem perguntas sobre a existencia do mal, do sofrimento, da “grande tristeza”, esse livro pode ser um abrir de olhos para um novo relacionamento com Deus. Contudo, e aqui o ponto falho do livro, ele é uma continuação do movimento “new age” tão velho mas tão insinuoso nos EEUU.

Proveniente do hinduismo (India) se popularizou com o movimento “hippie” dos anos 60. Proclama que todas religiões são boas, que através do espiritualismo o homem alcança a Conciencia Universal, um deus impessoal que apenas quer ver o bem do ser humano. Alguns seminarios abraçaram a ideia e hoje alguns pulpitos proclamam, por exemplo, que a ressureição é o renascer do ser para uma vida de paz e conexão com suas forças interiores, que em suma é a Conciência Universal.

No livro deus se faz humano para trazer o bem estar a todos, o seu amor salvou a todos na cruz, no relacionamento com ele o amor nos leva a perdoar e a amar a todos, religião são estruturas humanas, o proprio Cristo não é “cristão”, nunca foi exemplo para ninguem, não existe futuro, nem expectivas sobre ninguem, quando “papai” vive no homem, no dia a dia ele vive melhor. Só faltou chamar todos a usarem florzinha no topo da orelha e cantarem “hare chrishna, hare, hare”.

Como o documentario “o segredo” e outros filmes e livros da mesma linha, talvéz alguns dos conceitos não contrarios às escrituras possam ser usados para trazer o interessado ao conhecimento do amor de Deus em Cristo e daí adiante, mostrar os erros de tais sistemas e então trazer o pecador à presença do Espírito para que este faça a obra de regeneração.

Se decidirmos usa-los, que seja apenas como ponte, se é que seja possivel, para trazer o interessado em Deus ( o que ama a verdade, vem para a luz ) ao verdadeiro encontro com o Senhor, Onipotente, Soberano e Salvador daqueles que arrependidos entram no Seu reino.

Vital, no Informativo Batista.
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interessante a dificuldade dos cristãos c/ obras de ficção. logo após o lançamento no brasil, “este mundo tenebroso” tornou-se uma espécie de “manual de guerra espiritual”, algo que nunca passou pela cabeça do frank peretti.

nos estados unidos, vários artigos foram escritos p/ apontar as “falhas teológicas” de “a cabana”. william young pacientemente respondeu a algumas das questões, sempre lembrando que uma ficção não é, digamos, um tratado teológico.

no fundo, parece vir à tona aquela questão de “não leia este livro pois pode ser perigoso p/ vc”, reduzindo os leitores a bestas quadradas manipuladas por líderes obtusos. sem esquecer que esse tipo de raciocínio foi usado como justificativa nos períodos + obscuros da humanidade.

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