…dei-me conta de que aquilo que eu via pela primeira vez era o que eu sempre tinha visto. Ao final de minhas explorações eu retornava ao lugar de onde partira. O crepúsculo morara sempre dentro de mim. Ainda menino, eu já tinha um olhar crepuscular. Aquilo que eu via era, na realidade, o que eu sempre fora. Isso explicava a incompreensível nostalgia que sempre me acompanhara. O gosto pela solidão. O medo de morrer. O desejo de morrer. A vontade de chorar diante da beleza. A necessidade de deuses que retardassem o sol…

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