“O infinito (Deus) despiu-se inteiramente de sua onipotência no finito. Ao criar o mundo, Deus, por assim dizer, lhe confiou a sua própria sorte, tornou-se impotente. E depois de ter-se dado totalmente no mundo, nada mais tem a oferecer-nos: cabe agora ao homem dar.

O homem pode fazê-lo cuidando para que não aconteça, ou não aconteça com demasiada frequência que, por causa do homem, Deus deva lamentar o fato de ter permitido que o mundo exista.”

Hans Jonas, filósofo aluno de Heidegger,
citado por Giorgio Agamben, em
O que Resta de Auschwitz (Boitempo Editorial).

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