E o que dizer do Che intelectual? “Para Ernesto Guevara tudo começou com a literatura”, escreve John Lee Anderson. Mas o primeiro ato oficial de Che após entrar em Havana foi (entre uma execução e outra) uma gigantesca queima de livros. Sob ordens expressas de Ernesto “Che” Guevara, mais de três mil livros foram roubados de uma biblioteca particular e queimados numa das principais avenidas de Havana. Naquele mesmo período, o próprio Che assinou as sentenças de morte de muitos escritores e mandou que a polícia secreta os perseguisse pelas ruas como a animais raivosos.

Na mesma época em que Sartre louvava o superior intelecto de Guevara em 1960, a revista Time o estampava em sua capa pela primeira vez. Sua matéria de capa atribuía “vasta competência e superior inteligência” a Guevara, que acabara de ser promovido a ministro da economia em Cuba depois de se destacar como o principal carrasco e, portanto, mostrar certa aptidão para grandes cifras.

Humberto Fontova, em O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram (É Realizações).

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