“Che não é apenas um intelectual, mas foi o mais completo ser humano de nossa época: nosso homem mais perfeito” Jean Paul Sartre

… Em 2004, a biblioteca pública de Nova Iorque vendia relógios com a estampa de Che na sua própria loja – algo não muito diferente do que fez o British Museum, que vendeu peças de colecinador com a estampa de Hermann Goering, chefe da mesma Luftwaffe que na Segunda Guerra bombardeou a cidade de Londres. Talvez a administração da biblioteca possa ser perdoada por ignorância. Menos perdoável foi a festa de gala em 2005, um evento beneficente chamado “Um Caso com Havana”, celebrando a Havana “literária”. Seria o intuito da festa celebrar a queima de livros promovida por Che? Ou os dezesseis bibliotecários que hoje apodrecem nas masmorras de Fidel cumprindo sentenças de um quarto de século por tentativa de disseminação de literatura subversiva como A Revolução dos Bichos, de George Orwell, I Have a Dream, de Martin Luther King, e a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Mesmo o colunista de esquerda Nat Hentoff chamou a atenção da biblioteca, qualificando o evento de “estúpido”, mas foi em vão.

…Uma autoridade na queima de livros como Ray Bradbury, o autor de Fahrenheit 451, ficou simplesmente pasmado. “Eu mesmo pedi a Fidel que mandasse soltar os bibliotecários, e os colocasse de volta na ativa, para que pudessem exercer o seu ofício de informar por meio dos livros”, declarou a sumidade em discurso na conveção anual da American Library Association em 2005.

Humberto Fontova, em O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram (É Realizações).

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