Numa noite, Bituca passou o arranjo de “Cais” e “Um Gosto de Sol” para tom maior e gravou tudo. Então mandou todo mundo sair de dentro do estúdio, explicou a Chico que ia gravar um improviso e queria sua opnião sobre o resultado. Tirou do bolso o poema que escrevera para o Lô, “Que bom amigo”. Mandou soltar o playback e cantou de improviso, inventando na hora uma melodia que acompanhava ao mesmo tempo a letra do poema e a harmonia da base. Saiu de prima, como se dizia.

Chico Buarque:

– Você não vai refazer isso de jeito nenhum.

Entrou linda, como faixa de encerramento do disco, com direito a posteriores flautas, violinos, trompas e cellos.

Márcio Borges, em Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina

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