Quando todos de fato creem na Bíblia, podemos nos dar ao luxo de provar nossas argumentações com textos-prova. À medida que o mundo muda, no entanto, mais em mais pessoas se mostram ignorantes ou céticas com relação à Bíblia, dizendo que “A Bíblia diz…” não prova coisa alguma. (A fim de que você não seja tentado a citar as palavras de Isaías sobre a Palavra que nunca retorna vaza, lembre-se daquilo que o próprio Jesus disse aos fariseus, “vocês anulam a palavra de Deus…” (Mateus 15.6; Marcos 7.13).

Acredito que é por isso que Paulo não citou a Bíblia para os atenienses em Atos 17; ele sabia que para persuadir as pessoas temos de começar onde elas estão e construir a ponte do lado delas para o nosso. Assim, ele citou os poetas delas, não os profetas dele. E creio que é por isso que Jesus falou às massas por parábolas. Escândalo dos escândalos: ele não se ateve ao ensino expositivo da Bíblia!

A velha apologética foi eficaz enquanto ajudou os cristãos nominais, que admitiam a autoridade bíblica, a descobrir uma fé vital. Ela tem perdido sua eficácia na medida em que o nominalismo (i.e., o descarte do rótulo de cristão também) e na medida em que a autoridade bíblica é questionada ou ignorada em vez de admitida. Do outro lado, a Bíblica serve menos como a fundação autoritativa para os apologéticos e mais como parte da textura da própria mensagem.

Brian D. Mclaren em A igreja do outro lado.

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