Em cidade do sol., Khaled Hosseini, tenta traçar um panorama histórico do Afeganistão. Parece-me mais uma apresentação do país sob a perspectiva de quem viveu lá. Deixando de lado as questões históricas e políticas, os dramas vividos por Mariam e Laila refletem o contexto social e religioso e revelam como a visão da cultura afegã não pode ser levada em conta somente pelos últimos trinta anos. O livro vale a leitura, e tal qual em O caçador de pipas (que li ano passado), Hosseini não deixa a desejar na descrição do Afeganistão e das mazelas sofridas pelas crianças e mulheres.
Mais tarde, depois que Rashid as deixou em casa e pegou o ônibus para ir trabalhar, Laila viu a filha acenando e se arrastando junto ao muro do orfanato. Lembrou da gagueira de Aziza,e do que ela tinha dito a respeito de fraturas e colisões fortíssimas que aconteciam bem lá no fundo, mas que, às vezes, nós só percebíamos como um ligeiro tremor na superfície.

• A cidade do sol. Khaled Hosseini Editora Nova Fronteira (368p.)

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