“… A igreja só é igreja quando está aí para os outros. Como primeira providência, ela deve presentear todo o seu patrimônio aos necessitados. Os pastores devem viver exclusivamente das doações espontâneas da comunidade, eventualmente exercer uma profissão secular. A igreja deve participar das tarefas mundanas da vida social humana, não dominando, mas auxiliando e servindo. Ela deve dizer às pessoas de todas as profissões o que é uma vida com Cristo, o que significa “existir para os outros”. Em especial, a nossa igreja terá de combater os vícios da hybris, da adoração da força, da inveja e da ilusão como raízes de todo o mal. Ela terá de falar de moderação, autenticidade, confiança, fidelidade, constância, paciência, disciplina, humildade, modéstia, comedimento. Não poderá menosprezar a importância do “exemplo” humano (que tem sua origem na humanidade de Jesus e é muito importante para Paulo); sua palavra obterá ênfase e força, não através de conceitos, mas pelo exemplo.”

Dietrich Bonhoeffer em Resistência e Submissão (Editora Sinodal)

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