A leitura de A vida humana de André Comte-Sponville foi uma dessas gratas surpresas. Comte-Sponville inicia e termina sua análise descomprometida sobre a vida humana do mesmo ponto: nada. Explico, Comte-Sponville inicia falando do início das coisas, do começo de tudo, ou seja, quando não havia nada e termina, apos passar por diversas etapas da vida humana, na eternidade, ou sejam quando então nos tornamos nada. Surpreendi-me com a leitura. Este livro não estava na minha fila de leitura, mas como o ganhei do pessoal do Mob de Leitura, resolvi prestigiá-lo e li. Recomendo!

“Estar apaixonado é um estado”, dizia Denis de Rougement; “amar, um ato”. O casal, quando sobrevive à coabitação, quando nela cresce, permite que passemos desse estado (o amor-paixão: aquele que sofremos) para esse ato (o amor-ação: aquele que fazemos, cultivamos, assumimos)… Estar apaixonado é sentir falta de alguém: I need you, te quiero… Amar é não sentir falta de nada: é fruir e regozijar-se de uma presença, de uma existência, de um amor. (p. 44.)


• A vida humana. André Comte-Sponville. WMFMartins Fontes. (104p.)

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