“O que Jonas não perdoa – se é que podemos falar assim – é o perdão irrestrito e universal de Deus. Se se tratasse de um Deus que só se move no plano da justiça, seus atos seriam previsíveis; mas o Deus da Bíblia – como diz de modo inigualável o livro de Jó – é o que ama gratuitamente. Um Deus que não admite ser enclausurado em nossas categorias e em uma forma de conduta baseada no “toma lá, da cá”. Um Deus imprevisível.

A norma de comportamento do povo que crê no Deus da vida será justamente dar a vida. O que equivale a agir de modo a que a vida esteja presente contra toda força que queira destruí-la. Contra a morte e, como consequência, contra a opressão, a fome, o egoísmo, a doença, a injustiça e, em última instância, contra o pecado, que é o selo característico da morte.”

Gustavo Gutiérrez, em O Deus da Vida (Edições Loyola).

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