Antes de responder a pergunta do Anderson, quero avisar a Fátima que o texto a que ela se refere é de minha autoria, sim, mas não é uma crônica, é um poema. E a todos que deixaram mensagens carinhosas, millie merci!!! Vocês não imaginam como é gratificante.

O Anderson me pergunta o que eu acho dos best sellers (já que ele reparou que não costumo citá-los muito) e se a lista dos mais vendidos influencia minhas escolhas.

Olha, eu não rejeito um livro por ele ser best seller. “O apanhador no campo de centeio“, que foi escrito em 1951, e cujo autor J.D. Salinger faleceu essa semana, aos 91 anos, vende 250 mil exemplares por ano até hoje – no total são 60 milhões de livros vendidos. Ok, esse já deixou a categoria dos best sellers para entrar na categoria dos clássicos, mas ainda assim, vende muito e é excelente – ao menos era na época em que foi escrito. Foi um dos meus livros preferidos na adolescência – meu e de todos os adolescentes do planeta.

Mas me dispersei, vou voltar ao assunto. Se o livro vende muito ou vende pouco, isso não desperta em mim nem curiosidade, nem desprezo. Não é a lista de mais vendidos que determina as minhas escolhas, e não deveria determinar as escolhas de ninguém, e digo isso com a imparcialidade de quem já teve livros incluídos nelas: Divã e Doidas e Santas já frequentaram a lista da revista Veja e de outros veículos, o que achei ótimo, mas não me fez perder meus critérios.

Um livro pode virar best seller por haver uma grande fidelização ao autor, independentemente do título que ele esteja lançando, ou porque há um filme ou uma série de tevê inspirada no livro e isso alavanca as vendas, ou porque o investimento no marketing foi forte, ou porque o livro traz um tema polêmico (mesmo que polêmica não seja sinônimo de qualidade), ou porque é uma obra póstuma de um autor importante, ou porque a propaganda boca a boca fez sua parte, ou, claro, porque o livro é mesmo sensacional. E levem em consideração que muita gente acredita que essas listas não têm credibilidade e que seu modo de aferição é questionável. Enfim, há muitas razões para um livro estar entre os mais vendidos, e ninguém pode esquecer que inúmeros livros magistrais nunca chegaram a vender mais do que 1.000 exemplares, que é uma porqueira se comparado aos milhões que vendem autores com duvidosa qualidade literária.

O melhor método para se escolher um livro é através da informação. Você pode até ter ficado sabendo da existência de um livro através de uma lista de best sellers, mas não deve sair comprando só por causa disso, a não ser que não dê valor ao seu dinheiro. Primeiro, pesquise sobre o autor, caso ele seja um completo estranho pra você. Descubra qual é o estilo dele, o que ele já escreveu, que temas costuma abordar, que estilo tem, o que já se disse sobre ele. O google está aí pra isso. Leia +.

Martha Medeiros

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