A acidez da vida e a sabedoria do Eclesiastes

O livro veterotestamentário da Bíblia, Eclesiastes, com sua autoria atribuída ao rei de Israel Salomão, é uma das leituras mais indigestas das Escrituras. Eu particularmente como realista que costumo ser, logo muitas vezes pessimista no limite da medida, sou muito atraído a fazer coro com o escritor em suas divagações sobre o sentido da vida.

Ed René Kivitz disseca a mensagem do Eclesiastes numa busca sincera, sóbria e bem clara das constatações de um homem que experimentou tudo aquilo que nossa sociedade procura com tanto afinco: dinheiro, sexo e poder; claro que sobre a premissa de estar à procura da felicidade. Mas, não se intimidem com o fato do livro se basear num escrito pessimista e carregado como Eclesiastes porque mesmo assim a leitura que Kivitz faz é leve e próxima da nossa realidade.

Ed René Kivitz inicia uma viagem e nos convida a refletir com ele sobre como vencer o tédio, o utilitarismo, a morte, a injustiça, a religião, o dinheiro, a pretensão, o crime, a fatalidade, a insensatez, a luta pela sobrevivência, o tempo e, por fim, a ausência de sentido que tantas vezes percebemos num momento ou outro de nossas vidas.

Endosso a leitura d’O livro mais mal-humorado da Bíblia, e recomendo o engajamento nessa busca por sentido e valor na vida. Afinal, contrariando “O pregador”, nem tudo debaixo do Sol é correr atrás do vento… Veja +.

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