Para começo de conversa, minha escolha recaiu sobre o Père Goriot , de Balzac. Escolher um livro que tenha causado profunda impressão é uma grande desafio para qualquer bom leitor que tenha começado a ler cedo e que esteja, como eu, em idade avançada.

Li, durante setenta anos, uma média de cem livros por ano, e é fácil imaginar a dificuldade em que me encontro. Seria Os Sertões, lido na mocidade? Ou, desde a mocidade, a obra de Machado de Assis, especialmente Memórias póstumas? Ou, na obra de Anatole France, Les dieux ont soif, que dá um quadro espetacular do terror na Revolução Francesa? ou então Jean Christophe, de Romain Rolland? Ou ainda alguma das obras de stendhal ou de Flaubert? Isso sem falar de Tolstói, Dostoiévski, ou dos Essais, de Montaigne, meu primeiro contato com o humanismo, ou ainda Le discours de la méthode, de Descartes, Le discours de la méthode que me revelou o pensamento lógico. E, voltando à ficção, a obra imortal de Shakespeare e o óbvio Grande sertão: veredas. Poderia ainda acrescentar Of human bondage, de Somerset Maugham, e uma infinidade de outras obras.

10 livros que abalaram meu mundo (Casa da Palavra)
Imagem: Brasiliana USP

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