“o cristianismo consensual, comum, central […] é algo positivo, pleno e tocante, que se distingue das crenças não-cristãs por um abismo ao qual as piores divergências internas da Cristandade não são de modo algum comparáveis. Se não pude promover diretamente a causa da reunificação, talvez ao menos tenha tornado claro por que devemos nos reunir. Sem dúvida encontrei algo do afamado odium theologicum da parte de membros convictos de comunhões cristãs diferentes da minha. A hostilidade, no entanto, veio principalmente de pessoas pouco qualificadas, […] homens que, na verdade, não pertencem propriamente a nenhuma comunhão. Isto é curiosamente consolador. É no centro da religião, onde habitam seus mais verdadeiros filhos, que cada comunhão cristã se aproxima das outras em espírito, mesmo que não em doutrina. Isto sugere que nesse centro existe algo, ou Alguém, que, apesar de todas as divergências de fé, de todas as diferenças de temperamento, de toda uma história de perseguições mútuas, fala com uma só voz”.

C.S. Lewis, “Cristianismo Puro e Simples”, prefácio.

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