“Talvez os egípcios tenham sido os primeiros a tratar os cães e os gatos como animais domésticos. Os gatos eram pintados em túmulos; na morte, seus corpos eram mumificados, preparando-os para a vida após a morte, e eram até velados pelas famílias, que demonstravam seu sofrimento raspando as próprias sobrancelhas. Já em 2 a. C., criava-se um tipo de cão, chamado de galgo, cuja principal tarefa era participar do esporte de caça à lebre.
Na medicina, os antigos egípcios provavelmente lideraram o mundo conhecido então. A mágica e o conhecimento se mesclavam: uma mistura poderosa na mente dos que acreditavam. Boa parte do conhecimento do corpo humano vinha do costume de prepará-lo para a mumificação. Em anatomia, cirurgia e farmácia, os antigos egípcios tiveram seus triunfos e, possivelmente, foram os primeiros a usar ataduras e talas. Em suas curas, usavam a gordura de criaturas como ratos e cobras, ervas e vegetais, pesando e medindo cada ingrediente cuidadosamente. O clássico grego escrito por Homero, Odisséia, faz referência aos médicos do Egito como sendo os melhores e, já naquela época, sua reputação pela habilidade, perspicácia e desafio tinha aproximadamente 2 mil anos.”
Geoffrey Blainey, em Uma Breve História do Mundo (Fundamento)

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