Entenda por que os livros que prometem levar à felicidade e à autorrealização seduzem tantos leitores no país e saiba como aproveitar seus ensinamentos para buscar energia e inspiração – sem cair nas armadilhas tentadoras de um certo esoterismo

O livro mais lido por empresários e executivos no Brasil não faz referências a métodos consagrados de gestão. Não menciona pesquisas científicas, não difunde nenhuma ferramenta de planejamento e ignora as cartilhas de Harvard e de outros templos da administração moderna. Mesmo assim, O Monge e o Executivo está longe de ser uma leitura descartável para quem vive o dia a dia dos negócios e, principalmente, carrega a responsabilidade de liderar outras pessoas.

Lançado no Brasil, em 2004, o livro do consultor americano James Hunter já vendeu mais de 2,2 milhões de cópias, marca assombrosa para um país onde a tiragem média é de apenas 3 mil exemplares por título. A história de John Daily, um executivo mal-amado que se refugia em um mosteiro em busca de paz espiritual, resume-se a propor uma reflexão sobre os princípios da boa liderança – como respeito, confiança, altruísmo e o perdão. Não tem, claro, a consistência teórica das obras de Peter Drucker ou Michael Porter, mas é útil e fácil de ler. E ainda proporciona algo que os grandes gurus raramente conseguem oferecer ao leitor: a capacidade de transmitir lições valiosas sobre a rotina corporativa de uma forma que não é chata.

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