“As estradas romanas, para sua época, eram mais notáveis que as auto-estradas construídas na Europa, na era dos automóveis.  Os mensageiros velozes podiam viajar por essas estradas e, como na China, podiam estar seguros de que, a não ser que as enchentes ou a neve atrapalhassem, seus veículos puxados  a cavalo seguiriam os horários previstos. Em muitas partes do Império Romano, uma mensagem enviada por estrada chegava bem antes de uma mensagem enviada por mar. Nas estradas romanas passavam cavaleiros velozes, soldados em marcha, mercadores, escravos e bebês carregados ao colo.
A ponte romana era um trabalho de arte, embora os romanos tivessem predecessores talentosos na contrução de estradas e pontes. Ver uma ponte romana hoje ainda resistindo ao tráfego é ter uma sensação de estupefação; os engenheiros, os cortadores de pedra e os pedreiros que contruíram essas pontes há muito tempo silenciaram, mas sua ponte resiste em toda a sua força e elegância. A ponte romana de Rimini, num braço do Mar Adriático, é feita de blocos de calcário esbranquiçado, com conchas e restos de alguns peixes ainda cravados na pedra branca; construída por volta do ano 5 a. C., consiste de cinco arcos semicirculares sob os quais um rio, hoje mais estreito, fluía com força na época das enchentes. Usada por carros e lambretas e realçada por uma saliência onde os pedestres podem passar com uma margem mínima de segurança, a ponte, até hoje, tem travessia em uma só direção.”
Geoffrey Blainey, em Uma Breve História do Mundo (Fundamento)

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments