“Jesus demonstrava um profundo sentimento pelos oprimidos: pelos que eram pobres, pelos que eram doentes e pelos que sofriam. Ele parecia defender os antigos valores judeus e a autoridade do Antigo Testamento, mas também tinha uma veia revolucionária. Anunciava que chegaria o dia em que “os últimos serão os primeiros” e os humildes seriam os mais poderosos. Essas não eram notícias tranquilizadoras para os que ocupavam posições de poder religioso e civil em Jerusalém.
As principais seitas e sinagogas judias não tinham certeza de como julgar esse profeta. Alguns se sentiam ameaçados por sua influência cada vez maior sobre as multidões; outros estavam compreensivelmente alarmados porque ele contestava a rigidez dos ensinamentos e o forte apego que tinham às centenas de antigas regras e rituais judeus. Havia ainda uma ameaça adicional: a de que ele levasse essa luta para dentro das sinagogas e desafiasse a credibilidade moral deles. Ele não temia críticas e era visto pelos governadores romanos como um subversor em potencial.”
Geoffrey Blainey, em Uma Breve História do Mundo (Fundamento)

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments