“Desejava um filho; ele seria forte e moreno e se chamaria Georges; e a idéia de ter um filho homem era como a esperança de compensação de todas as suas impotências passadas. Um homem pelo menos é livre; pode percorrer as paixões e os países, atravessar os obstáculos, agarrar a mais longínqua felicidade. Mas uma mulher é  continuamente impedida. Inerte e flexível, ao mesmo tempo, tem contra si a languidez da carne com as dependências da lei. Sua vontade, como o véu de seu chapéu preso por uma fita, palpita ao sabor de todos os ventos, há sempre um desejo que arrasta, alguma conveniência que retém.”

Gustave Flaubert, Madame Bovary

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