Certa vez ouvi que o verdadeiro amor não pergunta o que vai receber em troca; ele é dado incondicionalmente. Ele apenas tenta tirar o peso das costa de alguém, reduzir seu fardo e, se for retribuído, ótimo, mas não é por isso que você faz as coisas. Isso me faz pensar se o verdadeiro amor, não o lixo que negociamos na esquina, mas o verdadeiro amor, duradouro, amor de antigos casais, é outra metáfora. Quer dizer, eu estava pensando sobre isso outro dia e não consegui descobrir um sentido para o amor em termos dos mecanismos darwinianos. Parece que há uma razão para o sexo, para a luxúria, para tudo isso – mas e quanto ao amor? Como o amor, assim como a beleza e a luz, ajudam no processo darwiniano? E fiquei pensando se o próprio amor, a coisa verdadeira, do tipo que Lyle Lovett canta, não era outra metáfora para Deus.

– Donald Miller, em “Fé em Deus e pé na tábua”

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