Até o fim do mês, a Livraria Cultura terá à venda em sua página na internet cerca de cem novos títulos de livros eletrônicos em português de autores como Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Luis Fernando Verissimo, James Hunter e Javier Moro.
O acréscimo é resultado de um contrato assinado anteontem entre a livraria paulistana e sete editoras. Cinco delas integram a recém-criada DLD (Distribuidora de Livros Digitais): Record, Objetiva, Rocco, Sextante e Planeta. As outras são Moderna e Salamandra.
O catálogo de e-books da Cultura tem mais de 1.200 títulos estrangeiros, mas só 700 em português. É um reflexo do nascente mercado nacional, que tem na dificuldade de conversão de formato e na renegociação dos contratos de direitos autorais os seus principais entraves.
Os títulos custam cerca de 30% menos que os de papel.
Os editores admitem que há um longo caminho a percorrer –a própria plataforma de operações da DLD, que entre outras coisas controlará o número de e-books vendidos, só funcionará em dezembro. Até lá, a empresa usará tecnologia da Cultura.
“A sensação que tenho é que estamos fazendo como naquela história do [Assis] Chateaubriand: ele resolveu montar uma emissora de TV com os equipamentos mais modernos, mas, quando perguntaram onde aquelas imagens iriam passar, ele se deu conta de que não havia TVs no país e comprou três aparelhos”, diz Marcos Pereira, da Sextante.
Fabio Victor

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments