PROJETO GUIA DE LEITURA, DO SESC DE JOINVILLE, INCENTIVA OS JOVENS A GOSTAR DOS LIVROS

Que a leitura é uma porta para a o crescimento intelectual, todo mundo sabe. Mas não é sempre que uma mão amiga serve de guia para este trajeto. Foi pensando nisso que foi criado o “Guia de Leitura”, projeto do Sesc de Joinville que começa hoje e vai até o dia 23. “O Guia de Leitura contempla crianças de todas as idades. A biblioteca faz contato com as escolas e oferecem o guia, o que não tem custo nenhum”, explica Gelson Bini, que é o responsável por guiar os jovens estudantes pelo mundo da imaginação e da fantasia literária.
A ideia é reunir um grupo de até 30 crianças ou adolescentes para ler e discutir literatura durante um período de uma horas. Após a leitura, o guia conduz uma discussão, que deve ser feita de modo amplo das interpretações que a literatura oferece para o entendimento, a reflexão, ou a aproximação do seu conteúdo com o mundo de hoje.
O “Guia de Leitura” atende alunos do ensino fundamental e ensino médio. Definidas quais serão as turmas e a faixa etária, Gelson separa as obras ideais para cada turma. “Muitas vezes, faço dramatização das obras ou das sinopses, já que a ideia do projeto é gerar atendimentos na biblioteca, ou seja que as crianças se empolguem com as histórias e vão buscá-las depois, espontaneamente.”
Por exemplo: para os alunos do ensino médio, ele apresenta os contos do Edgar Allan Poe, como o conto O Gato Preto, para eles entenderem como é o terror do autor, que coloca a ameaça dentro do mundo real. Gelson fala da influência dele em todas as histórias de terror, mistério e morte. Quem se interessa por esse assunto são, principalmente, os leitores da obra “Crepúsculo”, um dos livros que mais fazem sucesso entre os adolescentes. “Cito o personagem Sherlock Holmes também, o que sempre interessa bastante”, diz.
Gelson conta que, um dos erros cometidos pelas escolas, é tentar motivar os estudantes com autores como Machado de Assis. Segundo ele, o escritor é brilhante, mas é difícil de encantar jovens, que neste momento da vida precisam de outro tipo de abordagem literária, para mais tarde encararem “Dom Casmurro”. “Gosto de aprofundar o gosto pela arte nos estudantes. Se eu conseguir cativar pelo menos um em dez, fiz meu trabalho”, conta.

Fonte: A Notícia

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