O capitalismo nascente já trazia todas as velhas histórias, as mesmas acusações e vaticínios de catástrofe que os séculos seguintes viriam a elaborar com impressionante continuidade, sem vistígio algum de fadiga, mesmo diante do fabuloso progesso material observado desde dos tempos de Shakespeare. Claro que a época elisabetana foi de progresso sem paralelo, como de resto tem sido o avanço do mundo capitalista desde então, sempre “a destruição criadora”, o progresso sempre descrito em tons de tragédia.

Gustavo H. B. Franco e Henry W. Farnam, em Shakespeare e a economia (Zahar)

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