E eram vários teatros! Ficam bem possível imaginar 30 mil pessoas, ou seja, algo entre 15% e 20% da população da cidade, fossem ao teatro em um único fim de semana. Na época não havia museus, concertos, eventos esportivos, jornais, revistas, de tal sorte a tornar o teatro “a caixa mágica onde se podia ouvir histórias sobre aventuras, descobertas, lugares remotos, que atendiam a sede imensa de informações de toda natureza. A concorrer com o teatro havia apenas os espetáculos de crianças, corais e peças açucaradas; e, no outro extremo, o bear-beaiting, atividade na qual um urso acorrentado era perseguido por cachorros ferozes, e as rinhas de galo.

Gustavo H. B. Franco e Henry W. Farnam, em Shakespeare e a economia (Zahar)

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