A maioria dos grandes clássicos da literatura tem uma característica em comum: muita gente fala sorbe eles, mas pouca gente realmente os lê. E muitas pessoas se sentem envergonhada em dizer que não leu este ou aquele autor famosíssimo. Foi para resolver esse tipo de embaraço que o desenhista Henrik Lange e o roteirista Thomas Wengelewski lançaram o livro ”90 clássicos para apressadinhos”. Como o próprio nome indica, o livro resume 90 histórias importantes da literatura em apenas alguns quadrinhos com um texto curto, bem humorado e irreverente.

O tortuoso labirinto burocrático retratado por Kafka em O Processo, por exemplo, é descrito em três ”atos”:

”Josef K é preso no dia de seu aniversário. Não temos certeza por quê. Nem ele.”

”Ele entra em um labirinto de processos que não dão em nada. Se você já foi jurado alguma vez, sabe do que estamos falando.”

”No final, Josef K é morto sem saber por quê.”

O estilo ”curto e grosso” se repete nas outras histórias. Apesar de ser indicado para as pessoas que não tem tempo ou paciência para ler, fica claro que o livro não foi feito para substituir a leitura dos grandes clássicos. Pelo contrário, ele pode até provocar a curiosodade dos leitores. A intenção fica bem mais para o lado do humor, de brincar com obras consideradas intocáveis.

No conceito de clássico dos autores, não há discriminação de nacionalidade, época ou estilo literário. Estão lá a Bíblia, Dom Quixote e Crime e Castigo, mas também outras obras onde o termo ”clássico” se torna discutível, como O código da Vinci, de Dan Brown, e O Alquimista, de Paulo Coelho.

Fonte: Divirta-se

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