Cientistas desenvolvem aparelhos totalmente flexíveis e interativos.

Em 2007, o leitor de livros eletrônicos mais popular, o Kindle, da Amazon, exibia letras e imagens em apenas quatro tons de cinza e custava US$ 400. Hoje, com a competição no mercado, o Kindle é vendido por menos da metade do preço do lançamento (nos EUA), e tem de disputar a atenção com um poderoso concorrente: o tablet iPad (computador estilo prancheta), da Apple, com a mesma portabilidade, e muito mais funções.
Qual o próximo passo dos leitores digitais? Especialistas preveem que os e-readers terão novas formas e usos, além de preços menores, em não muito tempo. O futuro do livro eletrônico é a flexibilidade e a colaboração. Pesquisadores vislumbram tablets tão flexíveis que seria possível literalmente enrolá-los e levá-los no bolso ou na mochila – assim como se faria com um jornal ou revista impressos – e abri-los no ônibus, no trem, ou em qualquer lugar, para leitura.
No Centro de Telas Flexíveis da Universidade Estadual do Arizona (EUA), uma pesquisa para o desenvolvimento de displays dobráveis e resistentes está sendo realizada em parceria com o exército norte-americano.
– Telas realmente flexíveis apresentam desafios de engenharia para resolver que vão além de fazer o dispositivo dobrar. Ainda assim, não me surpreenderia de ver essa solução no mercado com designs inovadores dentro de três ou cinco anos – diz Nick Colaneri, diretor do centro de pesquisas.
Evan Schnittman, um dos executivos da editora Oxford University Press, chama atenção para outro aspecto dos e-readers do amanhã. Ele destaca que a verdadeira questão não é tanto sobre os dispositivos para ler livros eletrônicos nos próximos cinco anos, ou mesmo o preço.
– O mais importante são as plataformas (sistemas operacionais) instaladas nesses dispositivos – enfatiza Schnittman.
Destacando a importância do programa, o executivo chama a atenção para os movimentos da Amazon no nicho de mercado. De fabricante de um aparelho voltado à leitura de livros eletrônicos, a empresa evoluiu para desenvolvedora de aplicações que permitem a leitura dos seus conteúdos em iPhones, Blackberrys, Macs, PCs e até mesmo no suposto concorrente iPad.
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Fonte: Zero Hora

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