“Talvez o amor não passe de uma deliciosa ilusão que se realiza em momentos sagrados, raros. Quando ele acontece é aquela felicidade imensa, aquela certeza de eternidade. Ah! Como os apaixonados desejam sinceramente que aquela felicidade não tenha fim! Mas o amor, pássaro, de repente bate as asas e voa… Brincando, faz tempo, eu sugeri que um casamento que se baseasse no amor teria de ser efêmero – porque o amor é sentimento, e os sentimentos não podem ser transformados em monumentos. É o evangelho que diz. Deus é amor. E diz também que Deus é “vento que sopra onde quer, sem que saibamos donde vem nem para onde vai…”.
Rubem Alves, em Retratos de Amor (Papirus)

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