RIO – Enquanto meio mundo bate cabeça para saber se o futuro do livro está nas versões on-line ou nos clássicos em papel, os sócios Índio Brasileiro Guerra Neto e Ricardo Almeida juntaram as duas vertentes, mexeram bem, atraíram, em pouco mais de um ano, quase 3.500 autores e agora contemplam, contentes, o espetáculo do crescimento. Eles são os donos do Clube de Autores, que funciona com um pé em cada tecnologia: os autores sobem suas obras em formato digital, e os leitores as encomendam na forma de livros em papel, com orelha e tudo.

O sistema tem pelo menos duas grandes vantagens em relação aos processos tradicionais de autopublicação. Para início de conversa, o autor não precisa pagar nada para pôr sua obra ao alcance dos leitores; depois, como a impressão é feita sob demanda, exemplar a exemplar, não há encalhe. Em suma: desperdício zero! De quebra, a divulgação também fica mais simples, já que o site do clube funciona como uma espécie de bem fornida livraria virtual, com cerca de três mil títulos à venda.

Com 90 mil visitantes por mês, o site não pode se queixar de falta de movimento. Mas, para agitar ainda mais a freguesia, realiza-se, neste momento, o Primeiro Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea, que permite aos visitantes votarem nos seus livros favoritos. O grande vencedor, que será anunciado no final do mês, ganhará 50 exemplares do seu livro e um espaço para lançá-lo em plena Flip, em Paraty, em agosto.

Leia + (dica do Rodney Eloy)

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments