Uma das maiores fontes de preocupação em relação à juventude, na atualidade, é a falta de intimidade das crianças e adolescentes com a leitura. Internet e eletrônicos se firmaram como fiéis escudeiros das novas gerações e o envolvimento com livros saiu de moda. Escolas e instituições têm se esforçado, por meio de inúmeros projetos e eventos, para tentar trazer os livros de volta ao dia a dia da garotada.

Como forma de estreitar simbolicamente esses laços, a professora Valquíria Ayres Garcia e o bibliotecário Jair Teves bolaram uma proposta das mais originais. Crianças de 7 a 10 anos de toda a região são convidadas a passar uma noite em um lugar diferente: entre as prateleiras apinhadas de volumes da Biblioteca Pública Professora Elisa Gil Borowski. Trata-se do projeto Acampando na Biblioteca.

A ideia era um sonho antigo da dupla – ambos são da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec). Em fevereiro último, encorajaram-se e fizeram acontecer. Cerca de 12 baixinhos se mudaram, por algumas horas, para o espaço. Brincaram, dormiram e acordaram cercados por livros, e gostaram tanto da experiência que não descansaram antes que fosse anunciada uma segunda edição. Agora, no embalo das férias de inverno, finalmente surge a nova oportunidade, que será nesta sexta-feira.

A festa começa à noitinha, quando os pais entregam os filhos aos cuidados do pessoal na Biblioteca – que, aliás, têm prática de sobra com recreação, para segurança dos pais. Os hóspedes devem vir munidos de uma barraca ou colchonete. A janta e o café na manhã seguinte estão garantidos no pacote. Na programação que invade a madrugada, há brincadeiras, contação de histórias de mistério e até show de mágica.

Antes que alguém desista em razão da temperatura, os organizadores avisam que tudo está sendo cuidadosamente pensado para que os pequenos não passem frio – como se não bastasse o calor do prazer proporcionado por uma boa leitura. “As crianças irão voltar das férias com coisas legais para contar”, diz Valquíria, sem conseguir esconder o entusiasmo. Não é para menos. Só um louco não gostaria de dormir e acordar, por uma noite que fosse, mergulhado em livros.

via Gaz

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