“A deformação da religião pregada por Jesus é enorme: uma vez que o sofrimento, o sacrifício e a renúncia aparecem como uma consequência da opção pelo Reino de Deus, isto é, do esforço por realizar o desejo de Deus para com os homens, idealiza-se e sacraliza-se o sacrifício pelo sacrifício. Agora é o sofrimento, a dor, o jejum, a penitência, a renúncia o que nos santifica e nos faz agradáveis a Deus. Novamente sobrevém a imagem de um Deus sedento de sangue, de dor e do sofrimento humano. Por trás do sucesso de filmes tão realistas como A Paixão de Cristo sobrevém essa ideia malsã da dor e do sofrimento como o que nos redime e nos salva.”

José María Mardones, em Matar nossos deuses (Editora Ave Maria).

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