Apesar da presença massiva de membros do Partido Verde e da distribuição de santinhos da candidata durante o coquetel, Marina negou veementemente que o livro seja um instrumento de propaganda política. Segundo a candidata, a obra já estava sendo confeccionada quando ela decidiu pleitear a presidência da República, migrando do PT para o PV. “O livro já estava feito antes, era um projeto da editora. Diversas vezes eu não tinha condições de fazer as entrevistas e queria parar. A Marília (autora) persistiu porque queria terminar o projeto. Por mim e pelo meu tempo, nem tínhamos terminado se não fosse a persistência dela”, justificou Marina.

Com 256 páginas, o livro conta as principais passagens da vida de Marina Silva. Entre os pontos mais polêmicos estão os conflitos que levaram a senadora a deixar o governo Lula, onde ela ocupava o cargo de ministra do Meio Ambiente. A biografia detalha o processo de saída, salpicando críticas a rival Dilma Rousseff, que era ministra chefe da Casa Civil na mesma época e hoje também disputa a presidência da República.

Apesar de não discordar da opinião expressa na obra, Marina diz que as críticas à Dilma Rousseff são de inteira responsabilidade da autora. “O livro também tem depoimentos contrários a mim. Esse foi o olhar da Marília. Num processo de criação literária tem as escolhas do autor. Eu defendo essa liberdade de criação”, afirmou Marina.

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