O modelo é simples e rápido, mas também chato e quase sempre errado. Até mesmo as novelas de TV têm roteiros mais criativos. Os ricos só ganham o papel de vilões – se fazem alguma bondade, é porque foram movidos por interesses. Já os pobres são eternamente “do bem”, vítimas da elite e das grandes potências, e só fazem besteira porque são obrigados a isso. Nessa estrutura simplista, o único aspecto que importa é o econômico: o passado vira um jogo de interesses e apenas isso. Só se contam histórias que não ferem o pensamente politicamente correto e não correm o risco de serem mal interpretadas por pequenos incapacitados nas escolas.

Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch (Leya)

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments