Quando tinha 28 anos, o baiano Jorge Amado conseguiu defender, ao mesmo tempo, dois dos maiores tiranos do século 20: Adolph Hitler e Josef Stálin. o escritor da baianidade, do cacau e da morena subindo no telhado era comunista de carteirinha desde que foi ao Rio de Janeiro estudar direito. Ele fez prapaganda do nazismo em 1940, meses depois de a Alemanha e a União Soviética fecharem um pacto de não agressão. Naquela época, quem não era bobo sabia dos planos de Hitler – a Alemanha já tinha invadido a Polônia e aos poucos conquistava Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega e França. Mesmo assim, Amado virou redator da página de cultura do Meio-Dia, então jornal de propaganda nazista no Brasil.

Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch (Leya)

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