Com noventa anos, Ray Bradbury prefere se ausentar da indústria dos livros digitais.

Por Nátaly Dauer

O escritor Ray Bradbury, apesar de ter imaginado futuros distantes e outros mundos para escrever, parece ter alguns preconceitos em relação à era digital, especialmente ao que se refere a e-books.

Em recente entrevista para a imprensa dos EUA, em ocasião de seu aniversário de noventa anos (em 22 de agosto), o escritor de ficção-científica estadunidense de ascendência sueca, criticou a tecnologia moderna, as “internetes” e os e-readers.

Mas o Kindle e afins não estão no topo das listas dos mais odiados pelo autor, local reservado para a política espacial do governo Obama. Lamentando o abandono dos planos para futuras missões na lua, Bradbury afirmou que os estadunidenses “viveriam para sempre” caso o país construísse uma base lunar para enviar foguetes a Marte – por mais estranho que isso soe.
Ele acrescentou ainda que acha que os EUA precisam de uma revolução, reclamando de terem “muito governo” no país. Mas os comentários mais interessantes de Bradbury foram a respeito da crescente indústria dos e-books e e-readers, opina o site Geeky Gadgets. “Eu fui sondado três vezes no ano passado por empresas de internet que esperavam para colocar meus livros em leitores digitais”, conta, afirmando ainda ter mandado o Yahoo! do país “prestar atenção e ir para o inferno”.

O site do jornal Los Angeles Times traz outras considerações curiosas do nonagenário sobre o mundo atual: “Nós temos muitos celulares. Nós temos muitas internets [sic]. Nós temos que nos livrar dessas máquinas. Nós temos muitas máquinas agora.”

O autor também rechaça a denominação “ficção científica” para sua obra, já que assume apenas o “Fahrenheit 451” como sci-fi em toda sua vasta obra e, apesar de ser apaixonado por projetos espaciais, ele não é um adorador de tecnologia, de maneira alguma.

Ray Bradbury ficou conhecido internacionalmente por suas obras The Martian Chronicles (Crônicas Marcianas), de 1950, e Fahrenheit 451, de 1953 – já adaptada duas vezes para o cinema.

Fonte: Geek

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