As primeiras discussões sobre a criação da biblioteca tiveram início em 2006, na sede ProBiblio, uma agência sem fins lucrativos que apoia as bibliotecas públicas holandesas, e que fica precisamente nas traseiras do aeroporto, o quinto mais movimentado da Europa. Ao passarem os dias a ver os aviões levantar e a descer pensaram: por que não criar uma biblioteca ali dentro? A agência apresentou a proposta um ano mais tarde à direcção do Schiphol e começaram a trabalhar juntos no projecto, em 2008, com um orçamento inicial de 250 mil euros.

Há 18 milhões de passageiros por ano em trânsito através de Schiphol», cerca de 40 por cento do tráfego total. Em média, estes passageiros esperam entre cinco e sete horas pelo avião de ligação e a maioria dessas pessoas nunca deixar o aeroporto, diz ao New York Times Hans van Tol que trabalha para ProBiblio.

Entre os cais de embarque E e F encontra bancos onde se pode sentar a ler. Os livros devem ser lidos no local e deixados para outros também lerem. A biblioteca também oferece e-livros e músicas de artistas holandeses e compositores que pode fazer o «download» gratuitamente,. A biblioteca também está equipado com nove iPads carregado com conteúdo multimédia, incluíndo fotos e vídeos, que é sobre a cultura holandesa, já que estes milhares de passageiros que nunca põem, na prática, um pé na Holanda. Um livro de visitas digital convida os visitantes a apontar as suas reflexões ou deixar mensagens para companheiros desobedientes.

Mas, nem tudo são rosas nesta terra de tulipas. Os bancos são aproveitados pelos passageiros para dormir, para além dos furtos. Os iPads também tiveram que ser temporariamente desactivados após uso indevido da ligação.

Hans van Tol reconhece que tal é inevitável numa biblioteca cujo único esforço para desencorajar o roubo é um adesivo na capa de cada livro identificando-o como parte da colecção Biblioteca do aeroporto, mas «estamos dispostos a correr o risco.

fonte: tvi24

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