No entanto, ainda vivemos neste mundo, no fio da navalha das coisas. Logo depois de sua publicação em 1948, o livro The Presence of the Kingdom, de Jacques Ellul, ajudou-me a ver a vivacidade com a qual a presença de Deus pode entrar em todos os aspectos da cultura. Fez minha mentalidade superficial tentar fugir do “mundanismo” de meia dúzia de tabus se transformar num desejo por um encontro de redenção com os problemas do mundo. O Senhor orou não para que o Pai nos retirasse deste mundo, mas para que nos preservasse nele. Se os cristãos não tiverem contato com o mundo, então o futuro deste será desolador. Precisamos ser sóbrios e vigilantes, sem ficar buscando “soluções”, mas vidas transformadas que podem transformar o mundo. Somente então seremos capazes de incutir uma nova consciência da presença de Deus. Um mundo mergulhado no pecado é um mundo transtornado, cheio de incoerências e incertezas que nos passam despercebidas quando generalizamos teoricamente sobre nossas “cosmovisão cristã”. Pelo contrário, vivemos num “Mundo vivo” abrangente, contingente e cheio de contradições ostensivas.

James Houston, em “Meu Legado Espiritual”

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