Até ao final do ano, o motor de busca mais famoso do mundo propõe-se disponibilizar para os Estados Unidos um catálogo de 400 mil livros que poderão ser descarregados no computador, no telemóvel, no televisor ou num leitor de livros eletrónico, e a que a Europa só terá acesso no primeiro semestre de 2011.

O anúncio foi feito num dos muitos fóruns profissionais paralelos realizados durante a Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, que decorre até domingo.

A Google regressa assim à carga na sua estratégia de entrada no negócio da venda de livros, com alguns meses de atraso em relação ao prazo estabelecido precisamente em Frankfurt na edição anterior do certame.

O catálogo com 400 mil títulos de que falou o porta-voz da Google fica aquém dos números avançados no ano passado – 500 mil títulos – e resulta das negociações mantidas com 35 mil editoras de mais de 100 países, o que pressupôs a abordagem de temas tão difíceis como o dos direitos de autor.

Este anúncio da Google é mais um exemplo entre muitos patentes na maior feira do livro do mundo de como pouco a pouco o digital está a conquistar terreno à edição tradicional: dos 7533 expositores individuais este ano presentes em Frankfurt (mais 220 que no ano passado, o que contraria os dados anunciados em conferência de imprensa pelo diretor do evento, Jürgen Boos, de que haveria menos participação este ano), procedentes de 111 países, mais de um quarto (quase 1900) apresenta produtos para suportes digitais.

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