Uma professora narra um conto popular sobre uma menina e um monstro enquanto dezenas de olhos atentos acompanham cada movimento da contadora da história. A cena se repete todos os dias na 26ª Feira do Livro de Caxias do Sul, variando as idades e os uniformes dos ouvintes, assim como as histórias e os narradores. Alunos de praticamente todas as escolas (particulares e públicas) da cidade participaram ou ainda vão participar das contações de histórias até o final da Feira, no dia 17.

– É bem legal e divertido – disse Morgana Zanandrea, nove anos, aluna da 4ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Catulo da Paixão Cearense.

Assim como Morgana, outros também não desgrudaram olhos e ouvidos da fábula que lhes era contada. Na primeira fila, a concentração de Rafaela Santos, seis, chamava a atenção.

– Gostei mais da parte do monstro – revelou a pequena, aluna do 1º ano, acrescentando que até já sabe ler.

Entre uma história e outra, mais e mais estudantes vão chegando. Os maiores se soltam na Praça Dante Alighieri, visitando as bancas e passeando de um lado para o outro. Os mais novos ficam sob supervisão das professores, andando de mãos dadas em direção ao palco infantil.

A maioria das escolas marca horário com a Secretaria Municipal da Educação (Smed) para visitar a Feira, porém, algumas aparecem de surpresa. Mesmo assim, não faltam histórias para a gurizada, que vai se aglomerando em frente ao palco.

Este ano, cerca de 10 voluntários estão se revezando no importante papel de contar histórias. Mesmo em tempos de computadores e videoegames cada vez mais ágeis, percebe-se que o simples desenrolar de uma narrativa ainda tem seu valor.

– A história trabalha o lúdico, desperta a imaginação, coisa que a tecnologia não faz. O livro nunca vai acabar – ressalta a bibliotecária da Smed, Rose Elga Beber, 37, que comanda as ações da secretaria na praça junto com a assessora pedagógica Sandra Andreola.

fonte: Pioneiro

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