Para o peruano Mario Vargas Llosa, recém-anunciado vencedor do Nobel de literatura, ao menos três brasileiros poderiam ter ganho o prêmio: Guimarães Rosa (1908-1967), Jorge Amado (1912-2001) e Euclydes da Cunha (1866-1909).
O primeiro, segundo ele, foi prejudicado pela dificuldade de se traduzir sua obra. O segundo, pela característica de escritor popular.
Para Vargas Llosa, “Os Sertões”, de Euclydes, no qual se baseou para escrever “A Guerra do Fim do Mundo”, permite compreender não só o conflito de Canudos, mas a América Latina.
Em conversa com jornalistas da Folha no auditório do jornal, ontem à tarde, o Nobel disse que a literatura é uma negação da realidade “queira ou não o escritor”.
Mario Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, participa de conversa com a Redação da Folha
Autor de romances baseados em ditadores latino-americanos, disse que não escreverá mais sobre esses personagens. “Quando se escreve sobre um ditador, escreve-se sobre todos. Eles repetem a si mesmos como maníacos.”
Vargas Lllosa falou pouco sobre seu Nobel. Confirmou a história de um xamã andino que, a partir de folhas de coca, previu que ele ganharia o prêmio. “Não acreditava muito na coca, mas parece que ela tem sabedoria”.
Leia trechos do bate-papo.

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