Talvez nada represente tão bem essa novilíngua, antevista e denunciada por George Orwel, quanto à oração proferida pelo pastor Joe Wright na sessão de abertura do Senado de Kansas em 1996. O corpo central dessa prece é uma confissão pública da pervesão que a cultura moderna promove no sentido das palavras e dos valores. Resumindo-a um pouco, ela diz assim:

– Ridicularizamos a verdade absoluta de Tuas Palavras e chamamos a isso de pluralismo.
– Adoramos outros deuses e chamamos a isso de multiculturalismo.
– Aderimos à perversão e chamamos a isso de estilo de vida alternativo.
– Incentivamosa a preguiça e chamamos a isso de bem-estar social.
– Assassinamos os não nascidos e chamamos a isso de livre escolha.
– Negligenciamos a disciplina dos nossos filhos e chamamos isso de construir a autoestima.
– Abusamos do poder e chamamos a isso de política.
– Cobiçamos as posses dos nossos vizinhos e chamamos a isso de ambiçlão.
– Poluímos e profanamos o ambiente com pornografia e chamamos isso de liberdade de expressão.
– Ridicularizamos os tradicionais valores dos nossos antepassados e chamamos a isso de Iluminismo.

Percival Pugigina, em Pombas e Gaviões: uma indispensável leitura sobre política, porque os ingênuos estão na cadeia alimentar dos mal-intencionados. (Age)

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