Criado com o objetivo de transformar o mundo em uma grande biblioteca, o BookCrossing nasceu da ideia de praticar o desapego material e estimular a cultura. E a prática vem ganhando adeptos: já são 2 mil em São Paulo.
O BookCrossing consiste em deixar um livro em um local público para que outra pessoa o encontre, leia e faça o mesmo processo. O lema do movimento é: ler, registrar e libertar. Leia um bom livro, registre o exemplar no site para adquirir um número de identificação e o liberte.
Qualquer pessoa pode participar do movimento. Não há regras pré-determinadas e nada é cobrado. É esperado, no entanto, que todas as pessoas que peguem esses livros acessem o site e digam que estão com ele. Dessa forma, é possível rastrear o exemplar.

Os livros podem ser deixados ou pegos em pontos fixos de BookCrossing ou em lugares públicos como bares, estações de metrô e praças. Em todos os livros há uma mensagem que explica para aos novatos o que deve ser feito: ler e repassar. O cadastro do livro é feito no site oficial do movimento, que é em inglês.

A orientação é optar por deixar ou pegar o livro em um ponto fixo do que em um local público, pois eles são locais mais seguros, onde os funcionários já conhecem e sabem dar informações sobre o movimento. Além disso, o livro não corre o risco de se perder.

O movimento foi criado em 2001 por um programador norte-americano. Em seguida, foi lançado o site e, desde então, o BookCrossing tem crescido e ganhado adeptos em todos os cantos do mundo.
Atualmente está presente em 130 países, com mais de 6,1 milhões de livros registrados e cerca de 845 mil membros. No Brasil, são cerca de 7 mil participantes, a maior parte em São Paulo. A estimativa é que tenham circulado, em setembro deste ano, pelo menos 600 livros no estado de São Paulo, sendo 380 na capital e 220 no interior.

Os participantes do movimento têm os mais diferentes perfis. Vai desde um idoso até um adolescente. Entretanto, há algo em comum entre eles: a vontade de ler e apoiar a cultura no país.

Uma das participantes do movimento é a professora de inglês Eunira Galioni, de 52 anos. Para ela, o maior benefício do movimento é dar acesso à cultura para quem não tem condições de comprar. “É bacana porque muitas pessoas têm acesso aos livros só por causa do movimento. Eu não tenho um ponto fixo para deixar ou pegar livros, mas normalmente vou à Biblioteca Mário de Andrade”, diz.
No Brasil, a coordenadora do movimento é Helena Castello Branco. Segundo ela, muitas pessoas já faziam essa “troca” no mundo todo, antes mesmo de o movimento ser criado. “O que o norte-americano fez foi centralizar tudo isso em um site. Assim que houve essa organização, o movimento só cresceu”, afirma. “Estamos trabalhando para que o site seja traduzido para o português. Quando isso acontecer, pode ser que o número de adeptos aumente”, aposta a coordenadora.

Em São Paulo existem três pontos fixos de BookCrossing: na Biblioteca Mário de Andrade, na Casa da Rosas, localizada na Avenida Paulista, e na Central das Artes, em Sumaré.

fonte: G1

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