Primeiro foi a música, depois os filmes e agora os livros. O mundo editorial espanhol, um dos mais importantes da Europa, está em alerta. A pirataria do mercado de livros digitais disparou devido ao lançamento de dispositivos como os e-readers e, principalmente, os tablets, como o iPad, da Apple. Cifras preliminares indicam que, nos seis primeiros meses deste ano, os downloads não autorizados de livros digitais saltaram em relação ao último semestre de 2009 e já representam 35% do total do mercado, frente a 19% do segundo semestre do ano passado.

Os editores temem que o que esperavam se transformar numa nova fonte de receitas – os conteúdos comercializados mediantes dispositivos eletrônicos – se converta em um buraco negro. Devido aos downloads ilegais, os editores estimam uma perda de 400 milhões entre janeiro e junho de 2010, número superior ao correspondente de todo o ano passado.

Na Espanha, mesmo sem números definitivos, os editores chegaram a levar sua preocupação ao Ministério da Cultura. E os dados mostram que os temores não eram injustificados. A Federação de Grêmios de Editores da Espanha (FGEE) anunciou em abril que a pirataria digital já havia superado em 2009 as fotocópias ilegais, tradicional calcanhar de aquiles do setor.

O problema deve se agravar, pois se espera que a venda de tablets em nível mundial alcance a cifra dos 19,5 milhões de unidades em 2010, impulsionada pelo sucesso do iPad, e chegue aos 55 milhões em 2011, o que significa um crescimento de 181%, de acordo com as estimativas da consultoria especializada em tecnologia Gartner.

Os tablets, que estão canibalizando os primeiros leitores de livros eletrônicos, podem se tornar o dispositivo de leitura digital mais usado. Para 2012, estima-se que as vendas superem 150 milhões de unidades.

Fonte: O Globo

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