Autora dará parecer no Jornal da Cultura sobre a acusação de racismo na obra de Lobato

Lygia Fagundes Telles conheceu o escritor Monteiro Lobato, quando este se encontrava na prisão, nos anos 1930
Lygia Fagundes Telles vai entrar na polêmica que envolve o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, que está sendo acusado de ser uma obra racista.
A escritora vai apresentar seu pensamento sobre o tema, ao vivo, no Jornal da Cultura deste sábado (13), às 21h, na Cultura, informou a emissora.
Lygia, que recebeu em 2005 o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa, dará seu parecer sobre os trechos da obra considerados racistas pelo Conselho Nacional de Educação, que está recomendando a retirada do livro do rol de títulos indicados para o ensino fundamental.
A escritora é uma das poucas pessoas que teve oportunidade de conhecer e conviver com Lobato. Ela apresentou-se ao autor quando ele estava detido no presídio Tiradentes, por delito de opinião, nos anos 1930, e presenciou as perseguições contra suas ideias, há quase 80 anos.
Escrito em 1933, Caçadas de Pedrinho aborda as aventuras da turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Um dos trechos que está sendo questionado é quando a boneca Emília, ao se referir a um ataque de onça, diz: “Não vai escapar ninguém – nem Tia Nastácia, que tem carne preta”.
A Academia Brasileira de Letras, fãs e estudiosos da obra se maninfestaram contra o parecer que chamaram de “censura”.
Nesta quinta (11), a Comissão de Educação Básica (CEB) informou que vai analisar o pedido em dezembro.
O Jornal da Cultura é exibido de segunda a sábado, às 21h. Em sua nova fase, apresentada pela jornalista Maria Cristina Poli, o noticiário está mais analítico e sempre conta com a participação de debatedores.

Fonte: R7
 
Imagem: Jair Bertolucci/Cultura

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