Amo a universidade, destesto a universidade. Vivo muitas horas do meu dia nela. Como afirmou Russel Kirk, historiador norte-americano do pensamento conservador, ainda na década de 1950, no momento em que a “carreira universitária” se tornou objeto de anseio de pessoas sem posses, a universidade entrou em agonia. E essa agonia não tem fim. Por quê? Porque a universidade se tornou ferramenta de ascenção social. E, na busca de ascenção social, fazemos qualquer coisa, porque está em jogo nossa sobrevivência. E, tristemente, a universidade e o conhecimento são instituições humanas muito frágeis para resistir à pressão do meio ambiente.

Luiz Felipe Pondé, em Contra um mundo melhor: ensaios do afeto (LeYa)
Imagem: Internet

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