Quantas vezes os adolescentes não vão para o colégio com uma pilha de livros embaixo do braço ou equilibrando todo esse peso nas costas? Uma solução para este e outros problemas está em deixar o papel de lado e partir para os chamados e-books.

Os livros em formato digital podem ser lidos em computadores, em alguns celulares ou em aparelhos mais recentes como o Sony Reader ou o Kindle, que contam com a tinta eletrônica. Essa tecnologia da e-Ink não cansa os olhos, porque não gera luz como uma tela comum. É como se você estivesse lendo páginas tradicionais.

Para o professor de Comunicação Social da PUCRS, Eduardo Pellanda, à medida que os e-books fiquem mais baratos para se produzir e distribuir, deve ocorrer uma inclusão natural das escolas no processo. “Aqui na universidade, a nossa editora já está com um catálogo grande de livros digitais que não teriam um modelo comercial para serem lançados em papel”, exemplifica o também autor do blog Ubimidia. O especialista acredita que a prática pode servir para escolas primárias, especialmente aquelas em regiões remotas do país, onde a logística dificulta a distribuição e a atualização das obras.

A aceitação dos e-books no Brasil já é realidade no mercado acadêmico e no de livros técnicos, de acordo com Pellanda. “Mas nas obras de ficção comerciais ainda há uma inércia que deve ser vencida conforme os ledores digitais comecem a baixar os preços”, diz.

Dentro das escolas, essa também pode ser a possibilidade de trazer uma maior variedade de obras literárias. O professor é positivo quanto aos ledores digitais como ferramenta escolar: “Preço já temos para isso, este aparelho custa 130 dólares e pode ser comprado sem imposto. Já existem fabricantes nacionais que podem vender em grande quantidade para o governo.”

Fonte: Terra

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