Um caso extremo dessa patologia é o crime. Johann Georg Tinius (1764-1846), pastor de Poserna, Saxônia, autor de vários assassinatos seguidos de roubo, cometidos com o objetivo de conseguir dinheiro: dinheiro que se convertia imediatamente em livros. Dotado de memória prodigiosa, conjugava qualquer atividade à da leitura: sabia reconhecer os diversos lugares de impressão dos volumes pelos simples cheiro.

Luciano Canfora, em Livro e liberdade (Casa da Palavra)

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