Usuário do Kindle poderá emprestar livro digital para amigo
Quem vê no crescimento do mercado de ebooks uma oportunidade de abrir um novo negócio precisa ficar atento às dicas de alguns especialistas na área. Para o editor e especialista em livros digitais, autor do blog eBookReader, Ednei Procópio, é preciso ter amplo conhecimento do mercado editorial brasileiro antes de se aventurar com selos digitais.

“Eu acredito que, de cada cinco novas editoras digitais, apenas uma sobreviverá nos próximos anos. A grande dificuldade é fazer a divulgação dos livros. É mais fácil um editor de livros impressos migrar para o livro digital do que vice-versa.”

Já para Eduardo Melo, sócio da Simplíssimo, uma pequena distribuidora de livros digitais criada há apenas cinco meses, o importante é ter uma rede de relacionamentos dentro do mercado editorial. “Lógico que o conhecimento da área é muito importante, mas não fundamental para o sucesso do negócio. O empresário precisa apenas desenvolver conexões que façam o seu negócio acontecer.”

Procópio acredita que quem definirá onde e como o livro digital acontecerá no Brasil será o próprio consumidor. “Hoje quem consome livro não consome livro digital. Essa migração deverá acontecer paulatinamente e será o mercado que irá regular a velocidade em que isso irá acontecer.”

A empresária Beatriz Galvão, sócia da Ourivesaria da Palavra, uma pequena editora de livros em São Paulo, acredita tanto no livro digital que este ano irá lançar o seu primeiro título. “Criamos a empresa em 2004 com livros literários. Agora estamos lançando o primeiro título digital. A vida está cada vez mais virtual e é preciso estar em sintonia com essas transformações.”

Beatriz pretende trabalhar com os livros nos dois formatos, por enquanto. “Todo livro digital tem sua versão impressa. Nosso objetivo é oferecer o melhor conteúdo para os mais diversos públicos.”
Ela acredita que as grandes editoras deveriam ter tomado à frente na questão dos ebooks. “Eles estão perdendo tempo com essas discussões sobre o quanto vão ganhar e deveriam perceber que os tablets estão chegando ao mercado e todo mundo vai começar a usar. O brasileiro é muito adaptável às novas tecnologias”, diz.
Fonte; Exame

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